Como transcrever uma aula gravada sem digitar nada
Você gravou a aula. O arquivo tem uma hora e quarenta. E agora?
Essa é a parte que ninguém conta quando recomenda "grave suas aulas". Gravar é fácil: qualquer celular grava. O problema aparece depois, quando você precisa achar aquele trecho em que o professor explicou o único assunto que você não entendeu, e a única pista que você tem é "foi mais ou menos no meio".
Transcrever resolve metade do problema
Existem muitos jeitos de transformar áudio em texto hoje. Todos entregam a mesma coisa: um bloco de texto corrido, do primeiro ao último minuto, sem parágrafo, sem título, sem hierarquia. Uma aula de noventa minutos vira algo entre oito e doze mil palavras.
Isso é melhor que áudio puro, porque texto se busca com Ctrl+F. Mas não é material de estudo. Ninguém revisa doze mil palavras na véspera da prova, e a transcrição bruta tem um problema extra: ela registra tudo com o mesmo peso. O "bom dia, pessoal" e o "isso aqui cai na prova" ficam com exatamente a mesma aparência.
A parte que falta é a hierarquia
O que você precisa não é do texto inteiro. É de saber quais cinco minutos daquela hora e quarenta importam.
E essa informação existe no áudio: o professor a dá o tempo todo, em voz alta. Ele diz "anotem isso", "isso cai na prova", "esse é o ponto que mais reprova", "atenção ao prazo". Ele repete três vezes o que considera central. Ele muda o tom quando chega no que importa. Numa transcrição corrida, todos esses sinais viram texto igual ao resto.
Como o Grifo faz

O Grifo grava, transcreve e faz mais um passo: separa os momentos que o professor sinalizou, e diz por quê. Cada destaque vem com o tipo: o que cai na prova, o ponto-chave, a bibliografia citada, a dúvida que ficou em aberto, a tarefa passada.
E cada trecho fica ligado ao segundo exato do áudio em que aquilo foi dito. Você toca na frase e ouve o professor dizendo aquilo, com a entonação dele. É a diferença entre ler que o professor falou de prescrição e ouvir como ele explicou prescrição.
Além disso sai um resumo da aula em tópicos e um esquema de estudo, com a aula reorganizada por assunto, não por ordem cronológica, que é como você vai estudar de verdade.
O que você faz enquanto a aula acontece

Nada. É o ponto.
Você toca em Gravar quando o professor começa e guarda o celular. A tela pode apagar, você pode usar outro app, pode pôr na bolsa. Quando a aula acaba, você toca em parar e o resto acontece sozinho: a transcrição e a análise rodam em segundo plano, e por padrão só quando o aparelho está no Wi-Fi, para não consumir a franquia de dados.
Se durante a aula você quiser marcar um momento ("isso aqui eu não entendi"), há um botão para isso. O marcador fica no áudio e aparece depois junto dos destaques.
Sem cadastro
Não há conta, não há e-mail, não há senha. Você abre e grava. Essa é a razão de dar para testar o app inteiro sem decidir nada antes.
O Grifo está na App Store, para iPhone e iPad. A versão de Android está em revisão no Google Play.
Gravar, importar áudio, anotar, anexar e buscar são grátis, sem conta e sem cadastro. A parte que roda na nuvem (transcrição, destaques, resumo, esquema, cartões e perguntas) é o que a assinatura cobre, com 7 dias grátis para quem nunca assinou.
Os planos não mudam de funcionalidade, só de horas por mês: Essencial 25 h por R$ 34,90, Completo 60 h por R$ 59,90 e Intensivo 100 h por R$ 89,90. Semestral e anual saem mais barato por mês, e há um pacote avulso de 10 h para quem estoura num mês só.