Os cinco tipos de destaque, os três tipos de anexo e a nota de voz que vira texto buscável
Boa parte do que o Grifo faz não aparece na primeira tela. Este texto abre as três partes menos óbvias: o que a análise separa, o que você pode pendurar numa aula, e o que acontece com uma nota falada.
Os cinco tipos de destaque
Depois de transcrever, o app não devolve um bloco de texto. Ele separa momentos e diz que tipo cada um é. São cinco, e a escolha de quais existir foi deliberada: cada um responde a uma pergunta diferente que você vai fazer na revisão.
Cai na prova. O professor sinalizou, em voz alta, que aquilo é cobrado. Não é inferência sobre importância: é o que ele disse. É o tipo de maior valor e o que mais se perde no caderno, porque costuma ser dito de passagem entre dois assuntos.
Ponto-chave. A definição, a distinção entre dois conceitos, a regra e a sua exceção. O esqueleto do conteúdo, independente de prova.
Bibliografia. O autor citado, o manual recomendado, o acórdão, o artigo, o capítulo. Isso normalmente vira um rabisco ilegível na margem do caderno e some.
Dúvida. O que ficou em aberto, inclusive o "isso a gente vê na próxima aula". É a categoria que evita a descoberta tardia de que um tópico nunca foi fechado.
Tarefa. Leitura passada, prazo, trabalho, caso para ler.
Na tela eles aparecem agrupados por tipo, e cada um leva o trecho literal que deu origem a ele: a frase do professor, não uma paráfrase. Se a frase não convencer, você toca e ouve.
O que impede o destaque de inventar
A pergunta certa a fazer para qualquer coisa gerada por modelo de linguagem é: e se ele inventar? Vale perguntar, e a resposta é diferente para cada parte do app.
Para os destaques, existe uma trava, e ela é específica. Antes de um destaque entrar na lista, a citação que o modelo escreveu é procurada dentro da transcrição real. O que fica salvo nunca é a frase do modelo: é o texto que já estava na transcrição, na posição onde a citação foi localizada. Se não for encontrada lá, o destaque é descartado.
Há uma tolerância pequena de edição, e ela existe por um motivo medido: numa aula real, o reconhecimento de voz escreveu "eficácia vértica" onde o professor disse "eficácia vertical". Exigir coincidência exata descartou oito destaques corretos numa aula só, contra nenhuma invenção pega. A tolerância corrige isso sem abrir a porta: o que vai para o disco continua sendo o texto da transcrição.
É por isso que cada destaque leva a frase literal e o instante do áudio. Você não precisa confiar: toca e ouve.
Para o resumo, o esquema e os cartões, essa trava não existe: eles são texto reescrito a partir da aula, e reescrever é a função deles. O que existe é a origem: os cartões saem dos destaques, que já passaram pela verificação, e o material completo da aula fica a um toque para você conferir. Preferimos dizer isso a deixar você supor que a mesma garantia vale para tudo.
Os marcadores que você cria durante a aula

Isso é diferente dos destaques: os destaques a análise encontra, o marcador é você que põe.
Durante a gravação existe um botão de marcar. Quando algo importa, seja porque você não entendeu, porque o professor disse algo que você quer revisitar ou porque entrou um bom exemplo, um toque registra aquele instante. Nada de digitar, nada de tirar a atenção da aula.
Depois, os marcadores aparecem junto com os destaques, na linha do tempo da aula. É a sua camada em cima da camada automática.
Os três tipos de anexo

Uma aula não é só o áudio. O Grifo aceita três coisas penduradas nela:
Foto. O quadro, o slide que não foi disponibilizado, a página do livro que o professor mostrou. Formatos comuns de imagem: PNG, JPG, GIF, WEBP e BMP.
Arquivo. O PDF que ele mandou no grupo, a cópia do acórdão, o edital, o roteiro. PDF abre dentro do app, sem precisar sair para outro aplicativo.
Nota de voz. A seção seguinte é sobre ela.
Um detalhe que importa e é fácil de passar despercebido: o arquivo que você escolhe é copiado para dentro da aula. O original na sua galeria ou no seu Drive continua onde estava, intacto. Apagar a aula não apaga a sua foto original, e mexer na galeria depois não quebra o anexo.
Cada anexo tem título e descrição, e os dois entram na busca.
A nota de voz vira texto, e o texto vira busca
Esta é a parte que hoje quase ninguém descobre sozinho, e é uma das mais úteis.
Você pode gravar uma nota falada, de dez ou vinte segundos, em vez de digitar. Saindo da sala: "reler o capítulo 4 antes da próxima, ele disse que a prova cobra a diferença entre os dois prazos".
O que acontece depois é o ponto: a nota de voz é transcrita. O áudio continua lá, você pode tocá-lo quando quiser, mas o texto passa a existir, e texto é o que a busca encontra. Três semanas depois, procurar por "prazo" traz aquela nota junto com o resto.
Duas garantias de desenho aqui, e as duas foram escolhas conscientes:
A nota nunca se perde porque a transcrição falhou. Sem rede, sem cota, sem assinatura ativa, a nota permanece válida, com o áudio. Nada é apagado nem escondido porque o texto não saiu. Perder o que você gravou é o pior desfecho possível, e nenhuma conveniência justifica.
Uma nota escrita pode ficar ancorada no áudio. Se você anotar enquanto ouve a aula, a nota guarda o instante em que você estava. Depois, tocar nela volta o áudio para lá.
A busca atravessa tudo

A busca do app é uma só, sobre seis origens: título da aula, nome da disciplina, trechos da transcrição, destaques, título e descrição de anexos, e o texto das notas, incluindo o das notas de voz transcritas.
O que ela devolve não é "esta aula contém a palavra". É o instante em que aquilo foi dito. Quando o resultado vem da transcrição ou de um destaque ancorado, tocar nele salta o áudio direto para o segundo certo.
Na prática: você procura "usucapião extraordinário" e recebe os momentos de todas as aulas do semestre em que aquilo apareceu, e ouve cada um na voz do professor.
É uma busca por termo exato, feita para jargão: nome de doutrinador, sigla, fármaco, número de artigo. Ela não tenta adivinhar sinônimos, e isso é deliberado: em vocabulário técnico, o termo exato é o caso dominante.
Por que isso está aqui e não dentro do app
Porque hoje o app não explica nada disso bem. Você descobre os cinco tipos de destaque vendo-os na tela, e descobre a nota de voz transcrita por acidente.
É uma falha nossa, não sua, e está na lista para consertar.
O Grifo está na App Store, para iPhone e iPad. A versão de Android está em revisão no Google Play.
Gravar, importar áudio, anotar, anexar e buscar são grátis, sem conta e sem cadastro. A parte que roda na nuvem (transcrição, destaques, resumo, esquema, cartões e perguntas) é o que a assinatura cobre, com 7 dias grátis para quem nunca assinou.
Os planos não mudam de funcionalidade, só de horas por mês: Essencial 25 h por R$ 34,90, Completo 60 h por R$ 59,90 e Intensivo 100 h por R$ 89,90. Semestral e anual saem mais barato por mês, e há um pacote avulso de 10 h para quem estoura num mês só.